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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Body Electric: Do I Wanna Know?





Acordei antes do despertador vesti um moletom e fui correr, dei quatro voltas no quarteirão rezando pra que todos aqueles sentimentos confusos que eu tinha saíssem junto com o suor.
Voltei pra casa com café e rosquinhas. Nos domingos entro no estúdio mais tarde então esse sempre é o dia que me alimento melhor. Tomei um banho e comi devagar, estava totalmente distante de tudo ao meu redor.
Eu ainda estou tremendo com as novas sensações que Tom me causa, não sou mais uma adolescente e já me envolvi com muitos homens, mas isso é totalmente novo. Foi apenas um beijo de alguns segundos. Mas toda vez que parava para pensar sobre isso estranhamente meu corpo tremia como em um pequeno choque, suava frio e meu coração disparava.
Vesti um jeans preto surrado, botas cano curto e uma camiseta de mangas compridas, um cardigã preto já bem velhinho também, o tempo ainda estava frio, coloquei um casaco comprido e fui para o trabalho. Aos domingos só os diretores e assistentes costumam ir, as gravações externas iriam começar na manhã seguinte, seriam dez dias nas ruas de LA, e cinco dias em Miami. Eu estava empolgada em ir pra Miami antes de Tom aparecer e bagunçar toda minha vida.
— Bom dia chefinha. — Andie me cumprimenta quando entro na sala, fomos as primeiras a chegar. — Aqui esta a lista de locações, a papelada das permissões, a lista de figurinos etc. Você só precisa conferir se esta tudo certo e entregar para o chefão aprovar. — Ela põe uma pilha de papeis na minha frente e eu solto um suspiro entediado.
— Bom dia Andie. — Falo começando a mexer nos papeis.
— Você esta bem? Você é sempre tão empolgada. — ela me encara procurando meus olhos.
— Estou bem... mais ou menos. — solto os papeis e olho para ela.
— Pode falar, estamos sozinhas.
Olho para ela torcendo os lábios e resolvo falar.
— É que tem um cara.
— Owww... espera um momento. Você disse um cara? Você esta assim por causa de um homem? Isso é inédito você nunca se apega a homem nem um. — ela brinca.
— Esquece. — falo voltando a mexer nos papeis.
— Tudo bem me desculpe, foi só uma piadinha. Continue. — ela ficou seria.
— Na verdade tinha um cara. Ele e eu éramos amigos, mas ele me chamou pra sair e tudo ficou confuso. — falo sem olhar para ela.
— Vocês saíram?
— Sim.
— Foi bom?
— Sim. — suspirei — Foi fantástico. Perfeito. Ele é... — não consegui pensar em uma palavra que pudesse descrever Tom. — Foi o melhor encontro da minha vida.
— Uau. — Andie falou arregalando os olhos.  — Vocês se beijaram?
— Sim, e foi perfeito. — falei colocando os cabelos atrás das orelhas e encarando minha assistente.
— Então e depois do beijo? — ela estava empolgada. — Vocês vão sair de novo?
— Não. Por que depois do beijo eu o mandei embora.
— O que? Você esta brincando? — ela riu — O primeiro homem que mexe com você de verdade e você o dispensa?
— Eu tive que fazer isso. Ele... ele não é como os outros eu não podia... Bom agora já era. — nesse momento há barulho lá fora os outros estavam chegando.
Ian, Lucas e mais dois técnicos de som entram na sala fazendo barulho, mas ainda tenho tempo de ouvir Andie sussurrar uma frase que vai me perseguir no resto do mês.
— Você parece arrependida.
...
Cheguei em casa no meio da tarde exausta de tentar manter a concentração. Senti falta dele hoje, fazendo comentários engraçados, dando aquela risada gostosa de ouvir ou até mesmo quando ele prestava atenção em algo com aqueles olhos azuis tão grandes.
Fui pra casa aquele dia desejando muito a minha cama. Alguém bateu na porta quando eu terminava de tirar as botas e fui abrir. Era Dakota, desmarquei com ela ontem para poder sair com Tom, devia ter imaginado que ela apareceria.
— Olá, você não ligou pra remarcar então eu vim. Trouxe comida chinesa.
Suspirei ao vê-la entrar sacudindo os cabelos loiros cheia de sacolas na mão. Eu não estava mesmo no clima de papo furado, mas não havia como ela desistir.
— Oi D, eu ia ligar antes de dormir. Vou tomar um banho, fique a vontade.
— Certo, vou arrumar tudo por aqui.
Quando volto à sala ela preparou tudo na mesa com as flores que Tom me deu no centro. A visão das flores me perturbou bastante.
— Gostou? — ela pergunta animada enquanto me aproximo vestindo uma camisola.
— Esta perfeito. Obrigada.
Num impulso eu me inclino sobre Dakota que esta sentada a mesa e seguro seu rosto com uma das mãos, beijando seus lábios devagar, sua boca ainda é tão macia quanto me lembro.
Quando me afasto ela abre os olhos surpresa.
— Nossa. Já fazia muito tempo desde a ultima vez. — ela disse piscando varias vezes.
— Me desculpe. Eu não sei o que me deu.
— Não estou reclamando, na verdade eu adorei.
Ela se levanta segurando meu rosto com uma das mãos e me puxa pela cintura com a outra me beijando dessa vez mais fundo e eu a acompanho. Sua mão sobe pelo meu corpo e ela me puxa mais para perto, quando eu não reajo ao seu toque ela hesita parando o beijo e dando um passo para trás.
— Você esta distante. — ela me encara e eu desvio o olhar. — Nossos beijos costumavam ser bem mais quentes.
— É só muito trabalho. — sento na cadeira ao seu lado.
— Tudo bem, vamos só comer então.
...
As semanas seguintes são exaustivas, sinto falta de Tom, quero ligar para ele, mas minha razão diz que não devo fazer isso. Tom e eu somos de mundos diferentes, não tenho mais idade para acreditar em contos de fadas, não há realidade onde eu e ele daria certo.
O dia da premiação do Globo de Ouro se aproxima e eu fico nervosa só em pensar em vê-lo pela TV. Com certeza eu não esperava o que ia acontecer.
Na noite de quinta feira depois de chegar exausta do trabalho eu tomei um banho quente e me joguei no sofá assistindo América Next Top Model e comendo sorvete afogada nas minhas duvidas e arrependimentos. Mas fui interrompida por algumas batidas frenéticas na porta.
Levanto pra abrir ainda limpando o chocolate da boca, imagino que seja Dakota ela não me viu desde que cheguei de Miami. Quando abro a porta sem verificar quem esta la fora meu coração para imediatamente. Ele esta vestindo uma calça jeans surrada, um tênis e um moletom com o capuz escondendo um pouco o rosto. Nunca havia visto ele tão simples e ao mesmo tempo tão sexy, a barba estava por fazer e os cabelos um pouco crescidos.
— Boa noite Bobbi. Posso entrar?
— O que... O que você está fazendo aqui? — solto o ar e imediatamente sinto meu corpo gelar por inteiro.
— Bom, eu deveria estar aqui no sábado, mas eu precisava te ver e vim antes. — ele abriu um sorriso.
— Você é louco.
— Se você quiser eu vou embora. — ele ficou serio por um momento. — Mas eu preciso saber de uma coisa antes.
Permaneci calada e ele continuou.
— Você pensou em mim alguma vez? Por que eu pensei em te ligar varias vezes.  — o maxilar dele fica tenso esperando alguma resposta minha.
— Todos os dias o dia inteiro. — falo abrindo um pequeno sorriso para ele.
Tom abre novamente um sorriso e me empurra para dento de casa me beijando fortemente. Seus lábios estão quentes e posso sentir um leve sabor de hortelã, posso ouvi-lo fechar a porta com o pé, quando ele me encosta na parede. Seus dedos entrelaçam meu cabelo e sua outra mão me puxa forte contra seu corpo.
Sinto cada pelo do meu corpo se arrepiar quando seus lábios encostam na pele do meu pescoço e sua barba roça ali me fazendo suspirar. Ele parou por um momento e me observou.
— Você é tão linda... — sussurrou contra os meus lábios, abri os olhos com um sorriso de lado. E sem pensar duas vezes, colei novamente minha boca à dele.
Tom apertou meu corpo contra o dele movendo suas mãos grandes e finas contra as minhas costas e cintura. Seu toque era tão delicado e ao mesmo tempo tão excitante. Suspirei quando suas mãos adentraram minha camiseta do Artic Monkeys dois números maiores que eu e ele hesitou quando percebeu que eu estava sem sutiã. Respirou fundo e me encarou.
— Vamos devagar. Eu esperei muito por isso, quero aproveitar cada segundo. — o sotaque sexy dele me enlouquece e eu rapidamente beijo-o no pescoço dando leves mordidas e ele ri.
— Tudo bem, vamos depressa então.
Tirei o moletom dele em um só movimento sem descolar nossas bocas e ele puxou minha camisa na mesma velocidade jogando num canto qualquer da sala. Caminhamos embarrando em algumas coisas ate o quarto e o larguei por um momento para empurrar alguns papeis que estavam na cama para o chão. Quando me virei novamente ele encarou meus seios por alguns segundos e se aproximou devagar.
— Você toma algum anticoncepcional? – murmurou.
— Sim, pílula.
— Mesmo assim, vamos usar camisinha.
Acenei positivamente para ele  fechei os olhos e gemi baixinho quando as mãos dele apertaram de leve meus seios e ele gemeu de volta me beijando novamente.  A mão esquerda dele desceu suavemente para meus quadris apertando minha bunda com firmeza, saltei no colo dele envolvendo minhas pernas em sua cintura. Ele caminhou ate a cama se deitando sobre mim e seus lábios começaram a passear por todo meu pescoço descendo para meus seios e mais ainda rumo a sul.
Eu gemia me contorcia e delirava com o toque daqueles lábios tão quentes. Abri os olhos quando o senti descer bem devagar meu short de moletom junto com a calcinha pelas minhas coxas. Ele rapidamente se livrou da sua calça e cueca e não conteve um grunhido quando nossos corpos se encostaram completamente nus. Encarei seus intensos olhos azuis e o beijei dessa vez com todo o sentimento que eu guardara todos aqueles dias. Ele voltou a dar atenção aos meus seios, apertando, lambendo as aréolas desfrutando todo o sabor.
Eu podia sentir seu membro pulsar na minha coxa e desejava que ele se enterrasse em mim. As mãos dele desceram um pouco mais e soltei um gemido quando ele tocou minha intimidade, e ele sorriu.
Gememos juntos com a sensação e ele movimentou seus dedos em minha entrada e, então, voltou para o clitóris em um vaivém me fazendo delirar.
— Quero você agora. — falei.
E não foi necessário mais nem uma palavra, ele levantou esticou a mão para o chão em busca de sua calça, fechei os olhos e apenas escutei o barulho do plastico sendo rasgado. Tom me girou novamente me prendendo embaixo dele.
— Oh! — gemi ao sentir ele me preencher, agarrei seu rosto puxando os cabelos de sua nuca e arquejei enquanto mexia os quadris em sincronia com os movimentos dele. Ele me atingia fundo.
Começou suave em um movimento lento e hipnotizante e, então, um ritmo mais rápido e profundo que me fazia gemer alto de prazer.  Podia senti-lo no meu útero e eu delirava, gemia e me contorcia. Ele apertava meus seios enquanto minhas mãos viajavam, pelas costas musculosas dele arranhando e o fazendo gemer no meu ouvido.
Aquilo era surreal, eu podia observar o corpo perfeito dele, cada músculo. Lembrei-me de como desejei ser roteirista daquele filme e acrescentar algumas cenas dele sem camisa para desfrutar da vista nem que fosse de longe. E agora ele estava ali, completamente nu completamente dentro de mim.
— Tom! — gritei quando senti suas mãos puxarem meus quadris me penetrando mais fundo. Eu estava quase lá.
Ele gemeu aquele sotaque britânico me fez delirar mais ainda.
Os movimentos estavam rápidos e fortes ele encarou meus olhos quando percebeu que eu estava chegando lá.
— Olha pra mim baby — ele disse. Abri os olhos devagar e o encarei de volta ele continuou e só aquela palavras saindo de seus lábios tão vermelhos foram suficientes pra que eu chegasse.
Senti todos os músculos do meu corpo tremerem em espasmos e soltei um gemido seguido de outro grito que se misturou ao rosnado de Tom que também tremia. Tivemos nosso primeiro orgasmo juntos.
Tom soltou o peso do seu corpo em cima de mim respirando ofegante. Respirei fundo tentando normalizar meus batimentos e o abracei forte agradecendo por aquilo.


Próximo capitulo: Sugar
Sem data para postagem.









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Fui entrevistada pelo TI






Ola amizades, primeiramente desculpem o sumiço, eu estou muuuuito ocupada com um TCC enfim não quero falar de faculdade aqui... e depois acabei ficando sem internet. Mas aqui estou e adivhem só? Fui entrevistada pela Giu do Thirwall Interviews. Amei a entrevista espero que vocês também gostem.





Hey, honey. Tudo bem? Espero que sim. Bom, desculpe á demora. Espero que goste da entrevista tanto quanto eu, vamos começar, okay?

Você tem 26 anos e gosta de escrever fanfics, isso é bem “Uau”. Você se inspira em alguém ou alguma coisa para escrever? (Alguma pessoa que te inspire ou algo.)
R: Ola Giu, eu estou ótima, obrigada!
Eu amo ler e escrever, e tudo me inspira, um livro que li, um filme que assisti, historias que me contam, minha cabeça não para devo ter umas 10 ou mais ideias de fanfic e historias originais na minha cabeça nesse momento infelizmente não tenho tempo para escrevê-las.

Quando está escrevendo os capítulos das fics, você escuta alguma música ( durante a escrita ) ou lê algum livro antes de escrever? Da onde vem a inspiração ali do momento?
R: No momento em que paro pra escrever são sempre músicas, as vezes até mesmo coloco link quando posto o capitulo para que o leitor possa ter a mesma sensação que eu.. acho isso importante.

Como descobriu as fanfics? Quando entrou nesse mundo?
R: Foi em 2013, o mais interessante é que eu ja criava fanfics e não sabia. Eu tinha na minha cabeça varias historias baseadas em uma serie que eu via, The Vampire Diaries, e quando eu vi uma fanfic dessa mesma serie a primeira vez eu pensei “Ei a minha historia é bem melhor” E então resolvi escrever. No inicio não era fácil, eu não entendia bem esse universo das fanfics, mas em pouco tempo peguei o jeito  essa minha primeira fanfic hoje tem mais de 12 mil visualizações e isso me deixa muito feliz.

Você já teve ou tem algum outro blog além do MDF? Qual foi a primeira coisa que fez na plataforma do blogger?
R: Esse é meu primeiro, eu queria outro lugar pra postar minhas fics e a primeira coisa q fiz foi seguir alguns blogs e ver como tudo funcionava.

Vamos agora falar de você. Vi que está fazendo faculdade, parabéns Na. Bom, desde quando veio o seu interesse por Letras Literatura? 
R: Eu amo historia, amo literatura e tudo nesse meio. E tem a paixão por ler e escrever, na época eu achei que esse curso era o que mais parecia comigo. Mas quando acabar pretendo estudar radio e TV e sonho um dia escrever produzir e dirigir filmes e series.

Quais foram as melhores fanfics que já leu? Tem alguma autora favorita?
R: Na verdade eu leio bem poucas fanfics, e não tenho uma autora que eu ame, mas tenho algumas colegas que escreve muito bem, seria injusto apontar só uma. Enfim, curto o gênero ação e romance sem aqueles clichês, algumas autoras sabem bem como escrever esse tipo de historia.

Bora brincar? Espero que se divirta.

Namoro ou passo: Nessa brincadeira eu coloco nomes de vários artistas famosos e você me fala se os namora ou não:
Ashton Irwin: não
Justin Bieber: NÃO
Ed Sheeran: SIM
Shawn Mendes: não
Louis Tomlinson: não (se eu tivesse 15 anos a menos seria um “talvez”)

Essa aqui eu roubei da Juuh: Eu peguei essa brincadeira da Juuh, eu coloco o nome de uma música e você adivinha quem canta e qual é a música, okay?
“Turn up to Rihanna while the whole club fuckin' wasted
Every time I drive by, I'm the only thing you're playin'
In a drop top, doin' hundred, y'all in my rearview mirror racin' “
E aí? Adivinhou? Quem canta e qual é a música?
R: Bitch better have my money da Rihanna, ja foi toque do meu celular.

Uma # para aqueles que não gostam do MDF.
R: #segueemfrentetemoutrosblogs

Bom, está rolando um Awards, me fale qual blog deveria ganhar em:
Críticas: não conheço nem um de criticas
Entrevistas: com certeza o TI
Monitoração: Demetria Devone Monitoração
Design: Sherlock Design

A entrevista acabou :( mas o que achou? Gostou? Devo melhorar em algo? Alguma pergunta para mim?
R: Eu adorei a entrevista, obrigada por tudo.
xoxo

Nailma´s Space: Aqui você deixa um recado para os seus fãs, os que acompanham o MDF, fala o que achou da entrevista. Enfim, aqui você fala o que quiser.
R:
Agradeço todos que acompanham o blog com paciência pela minha falta de tempo para atualizar, sorry. xoxo








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sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Body Electric: Before you go





Fui embora sem me despedir do Tom naquele dia, mas ele me mandou uma mensagem confirmando que me pegaria em casa as oito. Nem lembro a ultima vez que fiquei nervosa com um encontro. Mas isso era por que não era qualquer encontro. Eu nunca fui uma fã histérica dele, mas fui viciada em tudo que ele fazia durante muito tempo. E sair pra jantar com ele com certeza foi algo que nem nos meus melhores sonhos febris eu pude imaginar.

Saí do banho e conferi pela milésima vez todas as minhas roupas. Sentei na cama e dei uma olhada geral pelo guarda roupas. Que se dane vou usar algo que usaria caso fosse sair com qualquer outro homem. Ele me deixou escolher o restaurante e nós vamos para um que frequento um lugar simples, porém elegante.

Escolho um vestido preto básico que deixava metade das coxas a mostra e uma sandália de salto simples. Liguei o secador e comecei a me arrumar. Enrolei os cabelos, pintei as unhas e passei batom da mesma cor do esmalte: um tom forte de vermelho. Era um pouco de mais para um primeiro encontro, primeiro e único, afinal ele iria embora no dia seguinte. Franzi a testa para o espelho. Eu estava tentando impressiona-lo mesmo que inconscientemente.

Dei uma ultima olhada no espelho, me senti culpada, mas resolvi que devia sim causar uma boa impressão. Por que não mexer um pouco com ele também, ele vinha fazendo isso comigo há dias com seu sotaque e sorriso tão sexys.

A campainha tocou me assustando e meu coração rapidamente acelerou. Respirei fundo, peguei a bolsa em cima da cama e fui abrir a porta.

Tom segurava um pequeno buquê de flores, tulipas alaranjadas, estava de calça social e camisa por dentro. E cheirava tão bem, fiquei tonta por alguns segundos. Ele me analisou rapidamente de cima a baixo, depois voltou a olhar para o meu rosto.

— Nossa, você é a criatura mais linda que já vi na minha vida. disse com os olhos brilhando e eu senti meu rosto queimar.

Você também esta lindo.

Tom me estendeu a mão e me levou até o carro, abriu a porta pra mim, assim que entramos ele perguntou.

Então aonde vamos?

Há um restaurante de comida italiana próximo daqui, acho que você vai gostar.
Sei que vou adorar. ele sorriu.

Quando chegamos fomos conduzidos à mesa reservada, perto da janela da sacada. O garçom o reconheceu, mas disfarçou bem a surpresa, acredito que celebridades não comem ali com frequência.

Fizemos o pedido e Tom pediu uma garrafa de vinho.

Sim, senhor. disse o garçom sorrindo nervoso.

Este lugar é muito agradável. sussurrou, apoiando-se na mesa.

Bem menos movimentado do que os restaurantes de Bel Air.

Uma mulher se aproximou da mesa, e bem educada pediu um autografo e uma foto, ele a atendeu com um sorriso satisfeito.

Tom é uma companhia maravilhosa. Não posso negar que adoro estar perto dele apenas olhando, ele é lindo por dentro e por fora.

Conversamos o tempo inteiro sobre comida, o filme, sobre futuros projetos dele e a possibilidade de ganhar o Globo de Ouro. Tom era extremamente charmoso, divertido e dizia todas as coisas certas. Era impossível resistir.

E agora o que vamos fazer? ele perguntou.

Eu trabalho aos domingos em épocas assim. E você vai pegar um avião bem cedo então.

Ele assentiu com a cabeça ainda sorrindo e me levou pra casa, desceu do carro, abriu a porta para mim e me conduziu pela escada segurando minha mão até a porta do apartamento. Nunca um homem havia sido tão cavalheiro comigo em toda minha vida.

Obrigada Tom. Eu sabia que estava com um sorriso ridículo no rosto após tanto cavalheirismo. Foi ótimo.

É cedo de mais para te convidar para um segundo encontro?

Tom... você esta voltando pra casa. Nos veremos de novo na estreia do filme...

Eu gosto de você Bobbi. ele falou me interrompendo.

Prendi a respiração involuntariamente.

Você é linda, é inteligente. Eu me sinto tão vivo perto de você, quando eu toco em você meu corpo toma um choque. ele ri.

Tom isso é loucura... sorri nervosa.

Diga que não sente o mesmo. Diga que não há uma química entre nós desde o primeiro dia.

Solto o ar e o encaro séria.

É claro que eu sinto, mas isso é normal, você é um homem atraente e nós ficamos muito próximos, nós trabalhamos juntos não podemos misturar as coisas.

Não trabalho mais com você desde essa tarde. ele riu tentando me fazer rir também, mas me mantive seria.

Quando você entrar naquele avião tudo isso vai passar. Daqui a uma semana você nem se lembrara de mim. Não vamos estragar essa conexão legal que temos.   falei.

Impossível. Eu penso em você o dia inteiro. Eu gosto de você.

Tom...

— Sim eu gosto. – ele se aproximou de mim e pude sentir novamente o perfume embriagante da pele dele. Eu quero saber se você gosta da ideia de eu gostar de você?

Eu... – pensei um pouco, mas não consegui pensar em nada o que falar para ele.

E então o silencio. Ele encarou meus lábios por alguns segundos, e antes que eu pudesse pensar se ele ia me beijar ou não, Tom segurou meu rosto com as duas mãos e me puxou pra perto, pressionou os lábios nos meus suavemente. Seus lábios eram macios, quentes, era maravilhoso. Ele se afastou um pouco e encarou meus olhos, dessa vez eu puxei seu rosto com a mão o beijando de novo. Ele pediu passagem para a língua e eu permiti. Ficamos assim por alguns segundos ate que eu o afastei.

É melhor você ir. Você precisa dormir bem, é uma viagem longa. disse soltando o rosto dele primeiro.

Tudo bem. ele disse depois de um momento de silencio e em seguida me beijou na testa, soltou meu rosto devagar encarando meus olhos. Ele parecia triste de um jeito que nunca havia visto. Adeus Bobbi. ele se virou e desceu rápido pelas escadas.

Abri a porta do apartamento apressada e a bati me encostando nela. Respirei fundo e desliei nela até parar sentada no chão. A culpa me invadiu imediatamente. O que eu fiz? Acabei de beijar o homem mais maravilhoso da terra e o mandei embora. O arrependimento toma conta de cada célula do meu corpo. Levanto do chão tropeçando no salto e jogo a bolsa no sofá da sala, abro a porta apressada e corro descendo as escadas, mas é tarde de mais ele se foi.

Entro novamente no apartamento e me atiro na cama enfiando a cara no travesseiro. “Foi melhor assim” repito para mim mesma durante o resto daquela longa noite.


Próximo capitulo: Do I Wanna Know?
Sem data de postagem.










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terça-feira, 3 de novembro de 2015

Playlist Fanfic Body Electric






Olá pessoal! Tudo bom com vocês?
Espero que sim. 
Enquanto não sai capitulo novo de Body Electric que tal curtir a playlist que serviu de inspiração pra eu escreve-la? 
Nessa play você encontra desde músicas românticas passando pelas depressivas e chegando naquelas sensuais ideal para se inspirar em escrever "cenas hot"Espero que elas causem em vocês o mesmo efeito que causam em mim.
Aproveitem!












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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Body Electric: Closer







Bel Air estava pouco movimentada naquela manhã, o clima frio afastou alguns turistas das ruas. A brisa suave movimentava as palmeiras na avenida e meu cabelo também que insistia em me tapar os olhos. Naquele dia os arrumei prendendo alguns fios, pois dessa vez havia me lembrado de lava-los.

Saímos do estúdio e caminhamos em silencio até a cafeteria a poucos metros dali.
Tom me olhou enquanto eu tirava o cabelo do rosto mais uma vez e depois foi andando na frente abrindo a porta, mantendo-a aberta para mim. Passei por ele tentando não encostar. Não havia tanta gente, mas a atendente pediu que esperássemos alguns minutos.

Sentamos em uma mesa próxima a janela com vista para a rua, pensei em mexer no celular fingir uma ligação, mas isso seria rude então mantive o silencio.

Um sorriso travesso ressaltou ainda mais os olhos dele quando ele se inclinou um pouquinho mais perto de mim.

Então, qual é sua historia? Você sempre foi Bobbi a assistente de direção?

Não. Na verdade me formei em Letras antes de tentar o cinema. falei tentando não olhar naquele rosto hipnotizante.
A resposta curta pareceu incomoda-lo.

É isso? Você não vai me dizer nada sobre você? ele fez uma cara de decepção.

O que você quer saber?

O de sempre. Desde quando você vive em LA, planos para o futuro, se você é casada... coisas do tipo. ele tentou parecer serio, mas era notável sua curiosidade e animação.

Estou aqui há dois anos, pretendo dirigir um dia não quero ser a assistente pra sempre e sou solteira.

Com um suspiro ele continuou a olhar nos meus olhos agora ele trazia um pequeno sorriso enigmático nos lábios.

Você vem sempre aqui? perguntou.

Mas e você? Já soube da indicação ao globo de ouro. Parabéns.

Obrigada, mas não vamos falar de mim. Você é mais interessante. soltei uma risada involuntária. Há algo em você que não consigo ver Bobbi, eu estou mesmo curioso.

Curioso com o que? falei apoiando os cotovelos na mesa.

Os seus olhos. De que cor eles são afinal? Isso esta me perturbando. ele ergue as sobrancelhas.

Soltei outra risada e pus a mão na boca tentando abafar. Isso o fez rir também.

Bom, às vezes ele são azuis, às vezes também ficam cinza. falei.

Isso é incrível. ele me encarou novamente daquele jeito que me deixava sem palavras.

Eu não gostava da forma como ele me fazia sentir quando estava tão perto.

Alguns turistas passaram do lado de fora do vidro e o reconheceram acenando com as mãos, virei o rosto tentando me esconder numa atitude impensada.

Esta se escondendo? ele perguntou serio.

Podem ter câmeras... e daqui a pouco esta na internet.

Qual problema disso? Todo mundo compra café.

Não com assistentes. Eu deveria levar o café pra você.

Posso comprar meu próprio café. ele parecia quase irritado agora. Não ligo pra paparazzi.

Mas não é bom que me vejam com você.

Qual o problema de eu ser visto com você?

Do que estávamos falando? – perguntei, afastando o calor que subia pelo meu rosto.
Nesse momento a garçonete nos trás os copos descartáveis com nosso pedido.

De você. Disse que esta solteira?

Ah hum... sim, não tenho tempo pra namorar.

Por quê?

Na verdade não vim pra cá pensando em achar amor. Queria trabalhar no que amo e ser livre, queria fugir.

Do que?

De tudo.

Comecei a puxar o rotulo do copo com as unhas compridas.

Qual é a do interrogatório? sorri tentando disfarçar meu incomodo com o assunto ele riu de volta sem responder.

As perguntas estavam ficando muito pessoais e eu estava começando a me sentir desconfortável.

Vários olhares se lançaram sobre nós quando voltamos ao estúdio, mas o dia de gravação seguiu normalmente. Tom e eu conversávamos o tempo inteiro quando as câmeras estavam desligadas. O jeito simpático e divertido dele me fez baixar a guarda e eu ficava casa vez mais derretida na sua presença. Eu me concentrava e me esforçava para trata-lo de forma apenas profissional, mas não havia mais como voltar atrás.
Tudo que eu sabia sobre ele era o que havia lido em todo o tempo que fui fã, agora tão de perto ele me parece um homem comum, mas ele não é.

Conforme os dias foram se passando, tivemos que lidar com os persistentes rumores no estúdio sobre estarmos muito próximos. A indicação dele ao Globo de Ouro fez todos os paparazzi da cidade o perseguirem e chegamos a ser fotografados juntos por um site onde a legenda dizia o seguinte:

“Indicado ao globo de ouro, Tom Hiddleston grava participação em filme em Los Angeles e toma café com uma funcionária do estúdio na manhã desta quarta feira.”

Estou horrível nessa foto, olha só, estou com a boca aberta. falei irritada.

Isso é não é possível. Você é linda. disse me encarando.

Foi a primeira vez que ele me elogiou diretamente e eu simplesmente devolvi o tablet às mãos dele e sai andando. Minhas pernas tremiam forte achei que fosse cair. Não queria que ele mexesse comigo daquele jeito. De jeito nem um.

Tom era um homem serio, teve algumas namoradas serias apesar de nada muito duradouro. Minha reputação no estúdio era totalmente o contrario como eu nunca fora vista com um homem mais de uma vez, quanto mais éramos vistos juntos, mais as pessoas entendiam que nosso relacionamento era apenas platônico. Ele continuou a sentar ao meu lado nas reuniões e continuamos a conversar e tomar café juntos falando sobre os mais variados assuntos.

Era manha do ultimo dia de gravação dele, Tom iria voltar pra Londres e só voltaria a LA daqui um mês para a premiação. Eu não sabia bem como me sentir em relação a isso, mas tentava me convencer que estava tudo bem, minha vida seguiria normalmente. Logo as gravações externas do filme começariam e mais atores entrariam para o elenco.

É meu ultimo dia aqui. Vou sentir falta de todos. Principalmente de você. — ele disse quando fui chama-lo para a gravação.

Fiquei sem graça a principio fazendo cara de paisagem.

Também vou sentir sua falta. sorri.

Tom veio na minha direção e segurou minha mão.

O que você acha de jantar comigo hoje?

A pergunta me assustou.

Eh... como um encontro?

Sim. ele acariciou minha mão.

Tom isso não é uma boa ideia. fiquei seria e ele manteve firme o sorriso.

Por que não?

Por que não. Por que... Por que não...

Bobbi eu vou ser mais direto. Você é linda, divertida, charmosa eu gosto de conversar com você e estou te convidando pra sair. ele continuava com um ar natural. Fiquei em silencio processado aquilo. Não aceito não como resposta.

Vou pensar. falei rapidamente. vamos logo gravar.

Nesse momento ele sorriu e se inclinou me beijando no rosto. Meu corpo inteiro acendeu imediatamente respondendo ao toque dos lábios dele na minha pele.

Primeiro me responda. ele soltou a minha mão e se sentou na cadeira.

Estamos atrasados, vamos logo...

Você já pensou?

Se eu disser que vou você levanta dai?

Sim.

Então eu vou.

Ótimo! ele levantou vindo à minha direção com um sorriso largo. Me manda seu endereço e eu te pego as oito. Vamos trabalhar.

Ele saiu do camarim me puxando pela mão. Eu passei o resto da manhã pensando que aquilo era uma péssima ideia. Tom é lindo, simpático e excelente companhia, mas nunca me passou pela cabeça sair com ele como em um encontro. Eu havia convencido a todos e a mim mesma que eu e eles seriamos apenas amigos e que aquilo tudo acabaria quando ele voltasse para Londres. Minha vida seguiria normalmente dai em diante.

O que eu não sabia era que aquela noite me reservava algo que mudaria toda minha vida dali em diante.



Desculpem pelo pequeno atraso. Espero que estejam gostando.
Próximo capitulo: Before You Go  Dia: 05/11

bjs ;*












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© Todos os Direitos Reservados | Alan Calvin | Adaptação completa por: Mariane Santos
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